Em todos os meus curtos (ou longos) trinta anos, vivi uma vida meio patética, sendo quem as outras pessoas queriam ou esperavam que eu fosse e tentando me adequar a padrões nos quais eu não me encaixava. Primeiro a filha perfeita, depois a adolescente perfeita, a namorada perfeita, a estudante perfeita, a esposa perfeita, enfim a mulher perfeita. Todavia, agora, aos trinta, me vejo imperfeita e um tanto frustrada por não ter sido como eu era, como eu sou, independente dos padrões e vontades das outras pessoas.
Percebi que eu poderia ter sido mais. Entretanto, quando penso nisso, não estou pensando em mais rica ou mais bonita e sim mais feliz. E hoje estaria escrevendo este texto com outras palavras mais radiantes. Não é que eu seja infeliz, não posso mentir, mas foi normal, sem sal. Louco isso, não?
Agora eu quero colocar pimenta, dendê e sal nessa zorra de vida (sorry!); fazer o que não fiz até agora. Quero tomar banho de mar a noite, tomar sorvete em dia chuvoso e, quem sabe usar óculos escuros dentro de casa. E daí? Se eu tiver vontade, quem liga?
Rsrsrs! Vamos ver no que vai dar essa revolta que não sei se é permanente ou coisa de momento. Talvez seja a crise dos trinta. Existe crise dos trinta? Ah, sei lá! Nem quero saber. Pode ser a minha crise dos trinta e, quem liga? Vou atrás do que antes não tive coragem de ir, ser, abraçar, amar, comer, correr, crescer... viver.
Volto aqui pra contar minhas experiencias e loucuras. Vai ser show!!!
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